A Zulk, parte 2: Meu guru

A Zulk, parte 2: Meu guru

A Zulk, parte 2: Meu guru

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Em 2004, já fazia 2 anos que eu tinha ganhado minha primeira câmera digital uma incrível  Olympus c700 superzoom de grandiosos 2 megapixels, kkkkkk!!! Nessa época a fotografia já consumia boa parte da minha vida e foi nesse ano que vendi pela primeira vez uma fotografia, era de uma apresentação de dança e, se não me engano, vendi por 2 reais a unidade (eu pensava assim: revelo por 1 real e vendo por 2 reais, assim tenho 100% de lucro kkkkkk). E assim a fotografia virou um bico, uma forma de brincar, conhecer gente nova e ganhar um dinheirinho!

Devagarinho comecei a fazer um book aqui outro ali. Acho que no ano inteiro devo ter feito uns 5 books e lucrado uns 120 reais ao todo. Eis que 2 eventos grandiosos na sua importância estavam para acontecer e mudar completamente meus planos para o futuro. Nesse momento eu ainda planejava ajudar as pessoas, individualmente, com a psicologia clínica.

O primeiro desses eventos foi um anúncio que li no jornal que dizia precisar de fotógrafos freelancers para trabalhar com formatura e pagava a super quantia de 100 reais por noite para o fotógrafo. Eu fiquei impressionado com a oferta e logo fiz as contas: se eu fotografar apenas uma vez por semana vou trabalhar 4 noites por mês e ganhar 400 reais, ou seja, praticamente um salário mínimo da época. E, ainda hoje, se formos pensar bem, isso é muito bom, pois imaginem a quantidade de brasileiros que trabalham 8h por dia, 5 dias por semana para ganhar a mesma quantia!

Eu fui correndo em busca dessa chance e lá encontrei um senhor (o dono do negócio), que para mim foi como um  daqueles gurus que aparecem do nada, uma vez na vida, dizem uma mensagem inspiradora e evaporam no ar! Eu fui ao seu encontro e mostrei meu portfólio, era uma pasta com capa de couro cheia de baias de plástico com várias fotos das minhas melhores amigas, repletas de retoques no photoshop – algo inédito na época na minha região, por isso chamavam uma enorme atenção de qualquer pessoa. E, como não poderia ser diferente, encantou o “dono do negócio”!

Ele olhou, olhou e reolhou as fotos e eu ficava cada vez mais ansioso, sonhando em ser contratado, até quando finalmente eu perguntei se ele havia gostado e ele emitiu seu julgamento: “infelizmente não posso contratá-lo, você não serve pro negócio”! Em uma fração de segundos senti uma enorme tristeza, pois ali, pela primeira vez, aquela minha brincadeira que todos amavam o resultado, estava sendo colocada à prova, por um profissional da área, que entendia muito do negócio e, no caso em questão, tinha uma opinião bem mais valiosa para mim. Entretanto, pela frase que ele acabara de falar, eu me senti reprovado. Mas, 2 segundos depois esse sentimento foi embora, quando o senhor completou a frase (estava sofrendo por antecipação, pois ele não tinha nem terminado de falar ainda), o que me levou a um estado de êxtase profundo!

Ele disse para mim que eu não servia para o negócio de formatura, pois eu estava num nível muito superior ao que ele estava buscando, porém, se quisesse, eu poderia ser sócio dele num negócio muito maior: ele viraria meu empresário ganhando 60% e eu 40% e aí sim eu poderia ganhar dinheiro de verdade! Os olhos dele brilhavam olhando para mim, ele falou que há muito tempo queria realizar esse projeto mas não tinha a técnica necessária e que, naquele momento, ele acabara de encontrar tudo o que sempre buscara.

Conversamos tanto nesse dia que o que era para ser uma reunião de negócios de 30min, virou uma grande conversa entre amigos de mais de 3h. Porém, no final, eu nunca fiquei sabendo do que se tratava o tal projeto maravilhoso que ele tinha em mente pois, ao sair dali, nunca mais voltei a ver o tal homem, mas a conversa que tive com ele mudou completamente o meu futuro, principalmente por causa de 2 dicas que ele me deu e que foram fundamentais para eu chegar onde cheguei hoje, que, aliás, são o motivo de eu estar contando toda essa história.

Assim falou o “Homem de negócios“:

Dica 1: Artista não ganha dinheiro, quem ganha dinheiro é empresário!

Dica 2: Se algum dia você montar um negócio de fotografia, não coloque o seu nome nele, pois facilmente você ficará limitado uma vez que todos vão querer apenas o “Jean Paulo”. Então crie uma marca, uma grife e faça o mundo desejá-la!

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Jean Paulo Jean Paulo, um autodidata, um eterno apaixonado por tecnologia, tem na base de sua formação a psicologia de onde misturou com a fotografia, e diversas outros conhecimentos técnicos, como designer, empreendedorismo, administração, arte, teorias da aprendizagem, marketing digital e de tudo isso criou a Zulk. Hoje, alem de tudo, dedica a maior parte de sua vida a estudar filosofia, e a treinar outras pessoas pra atingir o sucesso.