A Zulk: parte 3: A arte, íntima e espontânea

A Zulk: parte 3: A arte, íntima e espontânea

A Zulk: parte 3: A arte, íntima e espontânea

12
0

A partir daí, toda a minha visão de mundo e de futuro mudou e só faltava mais uma coisa para eu largar tudo e investir com todas as forças nesse novo sonho! Foi quando o segundo grande EVENTO (primordial pra eu chegar onde cheguei) aconteceu. Ouvi falar de uma grande feira de fotografia a photoimagebrazil, a maior da América Latina, e fui correndo participar. Era a chance que eu tinha para ver como era o mundo da fotografia de verdade, nos grandes centros, ver como se comportavam os TOPs da fotografia brasileira, participar do meu primeiro congresso fotográfico e respirar incansavelmente fotografia por uma semana!

O resultado foi simplemente incrível!!! E o que aprendi nessa semana foi fundamental para me levar onde eu cheguei hoje!

Bem, em primeiro lugar, visitar essa feira me permitiu mudar completamente a minha visão do que é ser, de como vive e de onde pode chegar um fotógrafo. Visão esta que, devo admitir, era de certa forma medíocre e muito subdesenvolvida. Nessa época não podia imaginar que um fotógrafo poderia viver tão bem financeiramente quanto um médico, por exemplo, e até ter um ótimo status social.

Dentre os fotógrafos que conheci, 3 foram especiais e estavam no auge, na época. Eram eles: Camila ButcherFabio LaubNellie Solitrenick. E suas palavras nesse congresso, para mim, formaram a base de tudo que sei hoje. Eu estava exatamente no lugar certo, na hora certa.

Com a Nellie eu vi como era um casamento grande, de classe A, em SP. Ela demonstrou diversas técnicas fotográficas e falou muito da importância do flash e da dinâmica do fotógrafo na festa. Falou do valor que ela dava para as fotos de família, mas sem esquecer das fotos espontâneas do casal!

Antes desse congresso eu sofria muito ao fotografar pessoas, pois elas sempre pareciam desconfiadas, duras e “sem jeito” nas fotos. Mas quando via fotos na net, de eventos feitos por esses fotógrafos tops, eu ficava admirado, pois as pessoas estavam sempre bem naturais, se divertindo… até parecia que não tinha ninguém ali incomodando com uma câmera. Eu cheguei a pensar que os clientes de SP é que já eram mais acostumados com as câmeras e relaxavam mais. Mas é lógico que eu estava  totalmente enganado.

Na palestra do Fábio ele falou justamente sobre isso e mostrou algumas imagens maravilhosas, super espontâneas e muito íntimas, com destaque para uma na qual ele flagrava a noiva numa banheira cheia de espuma. Aquela foto era simplesmente espetacular!!! E todo mundo ficou pensando: como será que ele consegue fazer isso? Fotografar a noiva no banho??? Logo logo veio a resposta, mais simples e lógica era impossível: intimidade! Fábio falou o tempo inteiro sobre a importância de o fotógrafo criar intimidade com o casal e que, diferentemente do que eu pensava, essa era a técnica divisora de águas, talvez a mais importante da fotografia, mais até que dominar o seu equipamento e os conceitos profundos da arte, pois a fotografia de pessoas consiste justamente em captar a essência do ser, captar traços da personalidade, o jeito do indivíduo, algo extremamente subjetivo, muito difícil de ser ensinado e que vale muito mais que a técnica. É muito melhor um flagrante mal exposto ou cheio de ruído, do que uma foto com a luz perfeita, enquadramento perfeito, mas sem graça nenhuma porque não quer dizer nada.

E, por último, para fechar com chave de ouro aquela aula de como ser um dos fotógrafos mais relevantes do país, veio a Camila, falando justamente da finalização, do álbum e de como contar um história (a Camila, que é a fotógrafa das estrelas, ainda utilizava, na época, câmeras de filme e não tinha aderido aos álbuns encadernados. Ela era extremamente clássica e reverenciada por isso). Ela falou da importância do próprio fotógrafo escolher as fotos do casal e não o cliente, pois este não sabe escolher fotos, uma vez que observa praticamente sempre só a si mesmo e não pensa na sequência e nem na história do livro. O fotógrafo sim, tem que estudar arte e escolher as fotos com o objetivo de contar uma história com início, meio e fim, com direito a capítulos, parágrafos e vírgulas, no melhor estilo literário. Ela, inclusive, nos deu a dica para estudarmos litetura e cinema, principalmente a parte de roteiro, luz, composição e montagem. A ótima montagem de um livro de fotografias faz toda a diferença, pois a história fica redonda, menos cansativa e muito mais significativa para o casal. Em outros posts vou falar detalhadamente de cada um desses assuntos, fiquem ligados…

Além disso tudo, dos conselhos, técnicas, dicas, comportamentos e do lado mais artístico da fotografia, eu pude observar o tamanho e a riqueza desse mundo. Descobri que não existem limites para quem deseja sempre mais. Que fotógrafos de grife conseguiam ganhar um cachê de mais de 30mil reais em um único trabalho. E isso tudo fez uma grande diferença para mim. Fez com que eu pudesse decidir de vez que caminho eu queria seguir: psicologia ou fotografia? Bem, como já falei, escolhi os dois. Mas a continuação desse tema é assunto para outro post!

(12)

Deixe um Comentario

Jean Paulo Jean Paulo, um autodidata, um eterno apaixonado por tecnologia, tem na base de sua formação a psicologia de onde misturou com a fotografia, e diversas outros conhecimentos técnicos, como designer, empreendedorismo, administração, arte, teorias da aprendizagem, marketing digital e de tudo isso criou a Zulk. Hoje, alem de tudo, dedica a maior parte de sua vida a estudar filosofia, e a treinar outras pessoas pra atingir o sucesso.