A Zulk, Parte 8: Eu cresci… (nasci)

A Zulk, Parte 8: Eu cresci… (nasci)

A Zulk, Parte 8: Eu cresci… (nasci)

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Eu sempre fui muito tímido e posso dizer que até super subdesenvolvido socialmente. Não conseguia fazer amizades (meu sonho), não tinha uma “turma”, não tinha nenhuma habilidade em nada, não tinha nenhuma história para contar pra ninguém. Minha vida, até os 17 anos, nunca tinha tido sequer um grande evento importante. Eu era pessimista, tinha complexo de inferioridade, era desingonçado, me sentia um peixe fora d’água no mundo. Eu era completamente alienado, como grande parte da população mundial, e só seguia os conceitos da massa. Tinha todos os pré-conceitos sobre tudo que todo mundo tem! Acho que nessa época eu nunca tinha tido sequer um pensamento original sobre a vida pois, para mim, a coisa mais difícil do mundo era dar um opinião sobre um assunto qualquer, seja numa roda de conversas ou numa redação na escola (que eu detestava).

Quando eu fui fazer vestibular, todo mundo pensou que eu ia fazer informática (pois ná época estava entrando na moda e também por causa do interesse e envolvimento que tive a vida inteira com essa área – meu pai sempre foi obcecado por computadores e trabalha com programação). Só que, em vez disso, eu fiz psicologia, contrariando todo mundo. Quando eu soube do que a matéria se tratava, eu vi ali minha única chance de mudar, eu queria “poder“, controlar a mente das pessoas, ser importante e fazer o mundo gostar de mim. Na verdade, eu precisava era de um psicólogo e não estudar para ser um! Mas, embora eu fosse tudo de ruim, uma coisa eu já tinha na cabeça: eu mesmo queria controlar as coisas e não ser controlado por elas; eu queria conhecer as técnicas para usar em mim e nos outros e não apenas sentir o efeito delas!

“A gente tem que dar um jeito de gostar de alguma coisa.
A gente tem que dar um jeito… de ficar satisfeito!”
Tem alguém ai? – Gabriel o Pensador

Nessa época, eu comecei a gostar muito de música, mas músicas que tivessem sentido, que ensinassem alguma coisa. E isso teve um papel fundamental na minha mudança, me ajudou demais. Foram as músicas desses cantores que me ensinaram a pensar pois elas questionavam o mundo inteiro. Entre os principais artistas estavam Raul Seixas, Legião Urbana, Gabriel o Pensador e, por último, Los Hermanos! Recomendo demais escutar e intepretar todos eles! Vocês nunca mais serão os mesmos! Eu sempre vou estar citando frases de músicas e livros que foram muito importantes para a minha transformação. Fiquem espertos!

A primeira vez que me senti importante na vida, que fiz amigos, foi por volta dos 19 anos, na época que eu praticava capoeira. E mesmo sem muito dom pra coisa (eu era desingoçado demais) consegui me destacar muito, a custo de incansáveis horas de treino na academia e em casa (às vezes eu acordava de madrugada sem sono só para treinar, o que me levou a ser destaque e estar entre os mais desenvolvidos da época). Então eu vi o mundo mudar, as pessoas que sabiam do que eu era capaz me olhavam de uma forma diferente, consegui chamar a atenção, ser importante (o sonho da minha vida) e até mesmo arrumei uma namorada, Mara, minha melhor amiga de todos os tempos. E hoje, 10 anos depois, resolvi homenagea-la com uma foto enorme que decora a frente do meu estúdio!

Uma grande lição já tinha aprendido, como falava o Gabriel Pensador: eu tinha que ser bom em alguma coisa (pois assim, eu mesmo ia me dar mais valor). E isso, de nenhuma forma estava relacionado a uma pré-disposição genética ou a um Dom dado por Deus! O sucesso ou o fracasso  só depende unicamente de cada um de nós, sem exceções, sem variações. Todo mundo pode ser o que quiser, chegar onde quiser, fazer o que quiser. Embora quase ninguém saiba disso, esse é o maior poder que nós temos. Para os que acreditam em religião e em Deus (não é muito o meu caso) é inconstetável que embora todas elas queiram que nós sejamos ovelhas alienadas que só vivem para ser guiadas pelos pastores, elas se contradizem e falam que o maior dom que Deus nos deu foi o livre-arbítrio, a capacidade de pensar, de decidir e escolher nossos próprios caminhos, o que nega totalmente a idéia do destino escrito nas estrelas! Pensem nisso!

Faz o que tu queres, há de ser tudo da Lei! Lei de Thelema – Aleister Crowley

Foi com a assimilação profunda desses conceitos, e sentindo tudo isso na pele, que vi que minha vida tinha solução. Eu não precisava mais ficar apenas assistindo a vida passar, esperando a morte chegar, e rezando para que eu viesse com mais sorte na próxima encarnação, pois eu descobri que estava vivo, que tudo só dependia de mim mesmo e, se eu não nasci perfeito, eu poderia me tornar!

Da mesma forma que fiquei bom na capoeira às custas de meus incansáveis treinos, eu poderia ficar bom em qualquer coisa. E assim, com esse pensamento fixo e uma coragem inabalável fiquei bom e me destaque em tudo que eu quis, sozinho, sem esperar cair do céu, sem esperar arrumar dinheiro para pagar um curso, sem esperar um professor aparecer e colocar tudo dentro da minha cabeça! Tudo que todos precisam está dentro de si mesmo. Procurem!!!

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Jean Paulo Jean Paulo, um autodidata, um eterno apaixonado por tecnologia, tem na base de sua formação a psicologia de onde misturou com a fotografia, e diversas outros conhecimentos técnicos, como designer, empreendedorismo, administração, arte, teorias da aprendizagem, marketing digital e de tudo isso criou a Zulk. Hoje, alem de tudo, dedica a maior parte de sua vida a estudar filosofia, e a treinar outras pessoas pra atingir o sucesso.